Quando era criança aprendi praticamente sozinha, usando a
carilha Caminho Suave dos meurs irmãos. Atacava literalmente os livros de
leitura que eles precisavam ler na escola. Lia embalagens, jornais velhos,
dicionário, enfim, o que caísse em minhas mãos. Até hoje leio as embalagens de
produtos, bulas de remédios por prazer e
curiosidade.
Como minha família não tinha condições de comprar livros,
lia os livros que estavam nas estantes das casas que minha mãe tomava conta,
geralmente, clandestinamente. Aos sete anos já consumia livros de contos
inteiros. Quando estava no ginásio, negociava com meus colegas para fazer as
fichas de leitura para eles em troca do empréstimo dos livros.
Na adolescência descobri
os romances e desliguei-me do mundo real por muitos anos. A literatura é
para mim refúgio, viagem e libertação. Tudo junto e misturado.
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