quinta-feira, 27 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem




Texto - Meu primeiro beijo – Antonio Barreto 
OBJETIVO: Explorar, desenvolver e ampliar capacidades de leitura.
Público-alvo: 7º ano

A- ANTES DA LEITURA
  1. Definição do objetivo da leitura
  • Levar o aluno a revisar a tipologia narrativa.
    • Quem lembra o que é narrar?
    • Vamos relembrar os elementos da narrativa?
  1. Antecipação do tema ou ideia principal a partir dos elementos paratextuais.
  • Colocar o título do texto na lousa
    • O que sugere o título do texto?
    • O que você imagina que vai acontecer na história?
    • Com que idade se dá o primeiro beijo?
  1. Expectativas em função da tipologia.
  • Quais os elementos desta narrativa?
  • Quais são as personagens?
  • Onde pode acontecer o primeiro beijo?
B- DURANTE A LEITURA
  • Leitura compartilhada – o professor com o livro e os alunos com a cópia.
  1. Identificação do leitor-virtual a partir das pistas lingüísticas.
  • Após a leitura do 1º parágrafo, perguntar para quem se dirige o texto e por que.
  1. Confirmação ou retificação das antecipações ou expectativas de sentido criadas antes ou durante a leitura.
  • Colocar na lousa quais expectativas foram confirmadas.
  1. Esclarecimento de palavras desconhecidas a partir de inferência ou consulta a dicionário.
  • Solicitar aos alunos para marcarem as palavras que não sabem o significado.
  • Fazer uma lista na lousa com as palavras elencadas pelos alunos.
  • Perguntar quais palavras o colega poderá esclarecer aos colegas.
  • Organizar pesquisa no dicionário.
                            C- DEPOIS DA LEITURA
  1. Construção da síntese semântica do texto.
  • Com quem se passa a história?
  • Qual o fato narrado?
  • Onde se passa a história?
  • Considerando a linguagem, como você imagina que sejam as personagens?
  1. Utilização em função da finalidade da leitura, do registro escrito para melhor compreensão.
  • Escrever uma síntese do texto.
  • Montagem de um mural com imagens referentes ao tema do texto.
  1. Avaliação crítica do texto.
  • Você acha que a linguagem está adequada à situação? Por quê?
  • Gostou do texto?
           

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Situação de aprendizagem

Situação de aprendizagem
 Texto- Meu primeiro  beijo de Antonio Barreto
Público alvo-  9º ano
Objetivo: Proporcionar ao aluno o gosto  pela leitura, permitindo a ele novas vivências  e a ampliação de seu vocabulário.
Sondagem antes da leitura:
Levantamento prévio sobre o assunto.
O professor, primeiramente fará uma discussão sobre o texto a partir do título.
- Você sabe o que significa BV?
- Você já deu seu primeiro beijo? Como foi?
- Quais são os tipos de beijo que você conhece?
-O que o beijo pode significar?
Estratégias durante a leitura:
Pesquisar palavras desconhecidas pelos alunos, usando o dicionário.
Identificar pistas linguísticas responsáveis pela continuidade do tema.
* Leitura fragmentada para levantar algumas hipóteses como:
- Por que o menino é chamado de cultura inútil?
- O que o personagem quis dizer com expressão “ Você é a glicose do meu metabolismo?”
Depois da leitura:
Construção da síntese semântica
- Vocês já conheciam o texto?
- O que acharam?
- Qual o tema tratado no texto?
- A seu ver, qual o público alvo desse texto? Explique.
Debate:
Qual a idade ideal para o primeiro beijo? E qual o momento?

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem

Texto: Avestruz - Mário Prata
Objetivo: Ler para compreender o sentido do texto.
Público alvo: 6º ano
Gênero: Crônica
 
Antes da leitura
* Expectativas em função dos textos, da capa, quarta-capa, orelha, etc.
1- A partir da observação da capa, que tipo de texto você imagina que o livro trará?
2- A imagem passa que tipo de sensação?
3- Você escolheria este livro para ler? Por quê?
4- Você já ouviu falar ou leu algum texto do autor?
* Antecipação do tema ou ideia principal a partir dos dos elementos paratextuais, como título, subtítulos, epígrafes, prefácios, sumários.
1- O que o título " Avestruz" sugere? Qual seria o seu assunto? Você conhece uma avestruz?
 
Durante a leitura
* Confirmar ou retificar antecipações ou expectativas de sentido criadas antes ou durante a leitura.
1- Ler inicialmente os três primeiros parágrafos e verificar se houve confirmação da hipótese inicial. Como você acha que a história continua?
* Identificar referências a outros textos, buscando informações adicionais se necessário.
1- Você conhece algum texto que fale sobre a criação?
2- Apresentar o texto "No aeroporto" de Carlos Drummond de Andrade.
3- Comparar o comportamento do garoto do texto "No aeroporto" com o garoto do texto "Avestruz".
4- Você conhece alguém que tem um animal exótico como bicho de estimação? Comente.
5- Como você acha que a história termina.
* Identificação das pistas linguísticas responsáveis por introduzir no texto a posição do autor.
1- O narrador, quem conta a história, participa da história?
2- Você percebeu que durante a leitura o autor se dirige diretamente ao leitor? Em que passagens?
 
Após a leitura
* Troca de impressões a respeito dos textos lidos, fornecendo indicações para sustenção de uma leitura e acolhendo outras posições.
* Construção da síntese temática do texto.
* Avaliação crítica do texto.
1- Você conhece alguma história em que a personagem quer mudar o estado natural das coisas? Isso já aconteceu com você em algum momento?
Meu perfil

Sou formada em Letras (Português/ Inglês) pela Faculdades Integradas de Cruzeiro. Estou na rede estadual há 23 anos e trabalho nas cidades de Guaratinguetá (na disciplina de Português) e Lavrinhas (Inglês). Sou uma pessoa simples. Gosto de conhecer pessoas, de viajar, de ler, de música e de praia.

domingo, 9 de junho de 2013

Perfil

Sou a Luciene, tenho 42 anos, moro em Cruzeiro desde os 15 anos. Leciono desde 1998 e só me descobri leitora no Ensino Médio quando li "Olhai os lírios do campo" de Érico Veríssimo. Desde então tenho lido muitos livros, não tantos quanto gostaria. Adoro ler romances e contos de mistério.Hoje casada, com dois filhos Maria Luiza (9) e João Vitor (4) leio para eles os Contos de fadas, os quais não tive acesso na minha infância. Espero que eu consiga fazer alguma diferença na vida deles quanto à leitura. E na medida do possível e às vezes do impossível tento proporcionar aos meus alunos o contato com a leitura.

Verdade absoluta

Perfil

Sou professora há 14 anos, mas acho que desde sempre sou apaixonada por histórias. Antes de entrar na pre-escola já ia em alguns dias às aulas, junto com meus irmãos mais velhos e lembro-me da rpofessora contando história. Na minha vez adorava ouvir e depois recontar. Por isso consegui ler antes da minha turma. Aos sete lia livros sem figura, os clássicos encadernados em capa preta, mas coloridíssimo por dentro. Lia em voz alta para outras crianças e acho que aí já nascia meu outro eu, aquele que vive nos mundos fantásticos embalados em capas grossas ou finas, coloridas ou monocromáticas. Quando me casei, após formada lia para meus filhos e apresentei esse mundo maravilhoso da literatura para eles. Meu filho até hoje gosta de ouvir e ver filmes do gênero, minha filha gosta de ler também, mas como adolescente que é, ainda não teve muito tempo livre. Ambos estão na universidade e caminham com uma bagagem imensa de leitura. Gostaria que todos os meus alunos pudessem ter oportunidades como a deles e faço o possível para proporcionar experiências deleitosas com a leitura. Moro em Cruzeiro desde os 17 anos e aqui encontrei meu lugar no plano físico, pois tenho muitos lugares dentro de mim. Todos vivenciados por meio da leitura. Nunca tive curiosidade de contar quantos livros li e acho isso impossível porque não sou boa de guardar títulos, assim
não saberia relacionar de memória todos os que li, mas garanto que foram muitos.

Medo do Novo

Medo do Novo

Alguns temem, o novo porque ele disputa lugar com o estabelecido, questiona as convenções, desafia regras...

Alguns evitam o novo porque ele gera uma insegurança, estimula tentativas, experimentos  e nos convida a novas reflexões...

Alguns fogem do novo porque ele nos retira de uma velha confortável posição de autoridade e nos obriga a reaprender.

Alguns podem zombar do novo, pois ele é, essencialmente, frágil.Sendo assim, não foi consagrado pelo uso.Isto é fato.

Mas nós esquecemos que tudo que hoje é consagrado um dia já foi novo...

Alguns podem combater o novo afirmando que este contraria interesses, desafia paradigmas, não respeita o ego e despreza o "status quo" de algumas camadas sociais.

Mas acredito que tudo isso é inútil...Porque a História da Humanidade nos prova que o novo sempre vem com nuances ou não.

Por isso, vamos reciclar nossos pensamentos, rever nosso ponto de vista.Atualizar nossas fórmulas, nossos métodos...Nossas armas.Pois sem isso, seremos sempre grandes profissionais, sujeitos bem preparados para lutar numa guerra que já passou.

                                                                                
                                    (Filósofo DeRose).
Infelizmente não tenho recordações com Leitura e escrita na minha infância e nem na adolescência, pois meus pais tiveram pouco estudo e não deram a devida importância a isso. Em casa sempre fui cobrada e incentivada a frequentar as aulas e a estudar, na época as notas altas eram de grande importância.
Na escola não me lembro de nenhum professor que incentivasse a prática de leitura ou fizesse algo para despertar o interesse.
Comecei a despertar o meu desejo pela leitura já na fase adulta, mais precisamente na época da faculdade quando entrei em contato com os grandes clássicos.
E essa foi minha experiência com a leitura...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

CAIXA MÁGICA DE SURPRESA

                                                                         Elias José

Um livro
é uma beleza,
é caixa mágica
só de surpresa.

Um livro
parece mudo,
mas nele a gente
descobre tudo.

Um livro
tem asas
longas e leves
que, de repente,
levam a gente
longe, longe.

Um livro
é parque de diversões
cheio de sonhos coloridos,
cheio de doces sortidos,
cheio de luzes e balões.

Um livro
é uma floresta
com folhas e flores
e bichos e cores.

É mesmo uma festa,
um baú de feiticeiro,
um navio pirata no mar,
um foguete perdido no ar,

é amigo e companheiro.



 Meu depoimento

Eu também me identifiquei com vários depoimentos.
Cito os depoimentos da Marilena Chauí "o livro abre para mundos novos, ideias e sentimentos novos, descobertas sobre nós mesmos, os outros e a realidade", mesclando com a fala de J.C.Violla "...me leva para dentro, me acalma e alimenta espiritualmente".
Penso que a leitura é isso. É nos ensinar a buscar soluções para os nossos conflitos tanto internos quanto externos e também, como bem colocou J.C. Violla, "alimentar o espírito".
O depoimento de Gilberto Gil me emocionou quando diz que sua avó o alfabetizou, pois fez-me lembrar de minha infância, da minha avó materna. Viajava para casa dela nas férias. Ela lia muito, especialmente o jornalzinho Santuário de Aparecida, e muitas vezes ela pedia para eu ler para ela. Passávamos horas ali lendo. Com certeza foi uma forma dela estar me colocando nesse maravilhoso mundo da leitura, até de uma forma muito simples.
Infelizmente, hoje a maioria das famílias não se interessam pela educação (leitura) de seus filhos.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Leia!



Um país se faz com homens e livros.
Monteiro Lobato

Os direitos do leitor



Os direitos do leitor 

1- O direito de não ler. 
2. O direito de pular páginas.
3. O direito de não terminar um livro. 
4. O direito de reler. 
5. O direito de ler qualquer coisa. 
6. O direito ao bovarismo. 
7. O direito de ler em qualquer lugar. 
8. O direito de ler uma frase aqui e outra ali. 
9. O direito de ler em voz alta. 
10. O direito de calar.


                              (In Como um romance de Daniel Pennac)

 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Leitura e produção



Quando era criança não tive muito contato com os livros. Lembro-me que por um bom tempo fiquei frustrada com relação à leitura, pois no 8º ano fui obrigada a ler "A Vaca Voadora", não gostei do livro. Muito tempo depois comecei a ler as revistas de romance "Júlia", "Sabrina". 

Já no Ensino Médio li "Olhai os lírios do campo" de Érico Veríssimo, me apaixonei...
No Ensino Superior o meu contato com os livros foi mais profundo, li "Amor de Salvação", "Amor de Perdição", "Senhora", "As Pupilas do Senhor Reitor", "O Morro dos Ventos Uivantes" e muitos outros... e aí não parei mais!

Quanto à escrita sempre tive muitas ideias, mas nunca soube como colocá-las no papel, só aprendi escrever efetivamente no Ensino Superior








Receita para acordar palavras
Palavras são como estrelas,facas ou flores
elas tem raízes pétalas espinhos são lisas
ásperas leves ou densas,para acordá-las basta
um sopro em sua alma e como pássaros vão 
encontrar seu seu caminho...
Rosena Murray

Quando era criança aprendi praticamente sozinha, usando a carilha Caminho Suave dos meurs irmãos. Atacava literalmente os livros de leitura que eles precisavam ler na escola. Lia embalagens, jornais velhos, dicionário, enfim, o que caísse em minhas mãos. Até hoje leio as embalagens de produtos, bulas de  remédios por prazer e curiosidade.

Como minha família não tinha condições de comprar livros, lia os livros que estavam nas estantes das casas que minha mãe tomava conta, geralmente, clandestinamente. Aos sete anos já consumia livros de contos inteiros. Quando estava no ginásio, negociava com meus colegas para fazer as fichas de leitura para eles em troca do empréstimo dos livros.

Na adolescência descobri  os romances e desliguei-me do mundo real por muitos anos. A literatura é para mim refúgio, viagem e libertação. Tudo junto e misturado.

Apresentação

Compartilhar o maravilhoso mundo das palavras é uma obrigação para todo amante da nossa língua. Aqui um pequeno grupo de professores do curso Melhor Gestão, Melhor Ensino da SEE/SP pretende dividir bons momentos de leitura e passeios ao imaginário de cada um. Boa viagem!